A decadência da castidade no mundo contemporâneo
Meu objetivo com este artigo não é polemizar. Respeito quem discorda, só quero demonstrar que, conservadores podem sim, racionalmente argumentar com os liberais sem recorrer a versículos bíblicos ou apelar para religião. Como é um tema delicado e demanda várias explicações, vou dividi-lo em duas partes. Abaixo a primeira:
Assunto fora de moda, ultrapassado. Quem em pleno século XXI perde tempo falando sobre castidade? Para os homens, esse assunto não é coisa de “macho”, e as mulheres também ignoram. Os tempos são outros, deixemos para a Idade Média (ou Idade das Trevas como rotulam) falar sobre tal “virtude”. Será mesmo que ainda há jovens que se preocupam com isso?
Vez ou outra o tema vem implícito em algumas polêmicas, como nos escândalos sexuais que envolvem religiosos ou na implantação de máquinas que distribuem camisinhas nas escolas. No pensamento de hoje não há mais espaço para discutir moralidades, o que importa é a liberdade individual, cada um decide o que é lícito ou ilícito para si. Já a tevê pode falar de tudo_ homossexualidade, aborto, adultério, eutanásia_ menos castidade. A pós-modernidade substituiu o racionalismo do Período Iluminista pelo sentimentalismo, que busca gozar a vida a todo custo. E como num efeito dominó, desencadeia outro fenômeno: o pansexualismo, ou seja, o sexo como única fonte para o prazer, reduzindo a dignidade humana aos instintos sexuais, tornando, assim, a sociedade cada vez mais erotizada. O homem contemporâneo despreza ensinamentos mais conservadores como os da Igreja Católica, por exemplo, que pensa no ato sexual como uma realidade dentro do matrimônio, nunca antes ou fora dele.
Apesar de ser taxada de moralista, retrógrada, pedófila e etc., cabe ressaltar que para a Igreja o sexo não tem apenas finalidade procriativa. É, primeiramente, unitiva, porque o homem e a mulher tornam-se uma só carne no sentido de construírem um só projeto de vida, um só coração, uma única alma. O casal mergulha um no outro e se completam. O sexo, portanto, é a celebração do amor! Até aqui é apenas uma introdução. Em breve postarei a segunda parte, com estatísticas e dados científicos que sustentam a argumentação dos conservadores. Aceito críticas e sugestões!
Adamo Antonioni
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