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‘Estado mínimo’ desarma sociedade na guerra contra pandemia

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Apesar de todo alarde feito pela propaganda governamental, Bolsonaro tem se mostrado incapaz de implementar as medidas anunciadas para socorrer a classe trabalhadora mais vulnerável. Essa pode ser a síntese da percepção da sociedade sobre o comportamento da gestão Bolsonaro. O tempo transcorrido entre a votação do auxílio emergencial de R$ 600 – o chamado Seguro-Quarentena – e a liberação dos recursos é termômetro da situação. Aprovado há 10 dias, a lei que criou o programa de renda básica emergencial só começa a funcionar na prática a partir de quarta-feira, 09. Ainda assim, nem todos serão atendidos imediatamente. Enquanto o governo bate cabeça, quem segue no prejuízo são os mais pobres, microempreendedores, desempregados e trabalhadores informais. Ao invés de convocar especialistas para contribuir com a busca de soluções, Bolsonaro se utiliza das redes sociais para atacar a imprensa, incentivar a desobediência do isolamento social e espalhar fake news. Na divulgação da...

LulaDoria: Adversários políticos trocam elogios e movimenta a internet

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Uma troca de elogios tomou conta das redes sociais na manhã desta quinta-feira, 02. Veio de dois adversários políticos, o ex-presidente Lula (PT) e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Ontem, Lula citou Doria no twitter, dizendo que o governador interviu, através da Polícia Militar, para garantir o fornecimento de máscaras necessárias para a segurança de quem trabalha com o risco de contrair o novo coronavírus. Doria, por sua vez, retuitou a fala de Lula e acrescentou: "Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos. O momento é de foco, serenidade e trabalho para ajudar a salvar o Brasil e os brasileiros”. Diante de uma aproximação tão inusitada, a jornalista Vera Magalhães  não perdeu tempo em atacar tanto o político tucano, quanto o político petista. A jornalista é conhecida pelo seu antipetismo, defensora do golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Roussef.  Em seu artigo, publicado no blog...

Dica de leitura: Livro “Odeio, logo, compartilho” que aborda fake news e redes sociais

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            Em tempos de quarentena, o blog separou uma dica de leitura para quem nos acompanha. É o livro “Odeio, logo, compartilho: o discurso de ódio nas redes sociais e na política” do jornalista e professor de Filosofia, mestre em Comunicação e doutorando em Educação, Ádamo Antonioni.                 Lançado pela Editora Viseu em 2019, o livro aborda a polarização política que tem gerando brigas entre amigos e familiares nos últimos anos. Diante desse cenário, Ádamo Antonioni elaborou uma análise filosófica das eleições presidenciais de 2018, marcada pelas chamadas fake news (notícias falsas). Conforme levantamento realizado pelo Congresso em Foco, durante a corrida presidencial, as agências de checagem de informação tiveram que desmentir 123 boatos relacionados aos dois candidatos que foram para o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). A maioria dessas fake new...

Coronavírus e economia: é o fim do neoliberalismo?

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                              A crise com o novo coronavírus que atinge o mundo todo trouxe ao centro do debate o neoliberalismo, modelo econômico adotado pelos países capitalistas e que tem se mostrado ineficiente para lidar com a pandemia. Já que este sistema não se preocupa com a vida humana e sim no acumulo de capital.             Para entender o que é liberalismo e neoliberalismo, é preciso voltar um pouco no tempo. O economista Adam Smith é o grande clássico do liberalismo que passou a atacar o aparelho do Estado como se tivesse mantendo uma relação parasitária com os cidadãos, criticando os gastos militares e posicionando-se contra a intervenção reguladora do governo ao ditar o funcionamento do mercado. Baseado na lógica de um “estado mínimo”, na liberdade do indivíduo enquanto cidadão, produtor e consumidor, a doutrina liberal se forta...

Se a Igreja Católica é tão “rica” por que não ajuda na pandemia do coronavírus?

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Na última sexta-feira, o papa Francisco comoveu o mundo após dar a benção "Urbi et Orbi" na Praça de São Pedro, completamente vazia. O Vaticano é o menor país independente do mundo, possui menos de mil habitantes, mas recebe, por ano, seis milhões de turistas. Por causa da pandemia do coronavírus que atinge a Itália, o Vaticano suspendeu todas as aglomerações de pessoas e recomendou paróquias do mundo todo a fazerem o mesmo. Enquanto isso, no Brasil, líderes religiosos_ como Silas Malafaia_ relutam em fechar as portas de seus templos, utilizando as redes sociais para atacar as autoridades sanitárias. Estas insistem em afirmar que o isolamento social é a melhor formar de impedir que o vírus circule. Em nome da teologia da prosperidade_ uma ideologia perversa importada dos EUA que tenta adaptar o Evangelho ao neoliberalismo_ pastores põe seus fieis em risco de vida porque, na verdade, não os veem como fieis, mas como clientes, prontos a doar o dízimo. Segundo a Forbes...

Brasil pode ter mais de um milhão de mortes pelo coronavírus

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Segundo projeção da revista médica Lancet, o Brasil pode ser o mais afetado pela pandemia do coronavírus, o cálculo ultrapassa um milhão de mortes. Enquanto isso, Bolsonaro insiste na narrativa mortífera, incentivando as pessoas a saírem de casa, enquanto os ares brasileiros circulam, cada vez mais, o Covid-19. Para ele e toda a elite burguesa, que tem acesso aos melhores médicos e hospitais de luxo, é tranquilo correr o risco. Mas a esmagadora maioria da classe trabalhadora que já sofre com o sucateamento do Serviço Único de Saúde (SUS), ainda mais após a Emenda Constitucional 95 (apelidada de PEC da morte) que congela os gastos públicos com saúde, educação e programas sociais. O neoliberalismo_ que Bolsonaro e Paulo Guedes tanto defendem_ se mostra ineficiente para lidar com uma pandemia que já deixou um saldo de 20 mil pessoas mortas pelo mundo. Pouco a pouco vai aumento o número de bolsomions arrependidos. Percebendo o erro que é em votar numa agenda de direita, total...

Soluçar é a solução

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Chore. Chore bastante.  Chore de soluçar. Chore para lavar A alma. Chore, chore. Porque depois passa. Sempre passa. As lágrimas caem, mas você se levanta. A dor precede a glória. E a alegria vem no nascer da aurora. É na dor que todas as pessoas, num abraço, se encontram. Chore de soluçar. Porque soluçar é a solução.       Chore pelo amor, pelo desamor e pelo falso amor.                                                        A humanidade é forjada na dor.                                                                                       Ádamo Antonioni       ...

PORTFÓLIO ÁDAMO ANTONIONI

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Trabalhos na TV Imaculada (Campo Grande-MS): https://www.youtube.com/watch?v=YSQKxVdAHi8&t=2s https://www.youtube.com/watch?v=l01yRI2bE1A https://www.youtube.com/watch?v=Bw55FgG-rHs&t=3s Trabalhos na Rádio Imaculada (Campo Grande-MS): https://soundcloud.com/user306615288/ditadura https://soundcloud.com/user306615288/entrevista-padre-roberto https://soundcloud.com/user306615288/boletim-concurso-de-poesia Artigos: https://jornalggn.com.br/artigos/por-que-acreditamos-em-fake-news-por-adamo-antonioni/ https://www.brasil247.com/blog/desempregado-do-meu-brasil-voce-nao-e-um-fracassado https://www.brasil247.com/blog/a-mascara-por-tras-da-reforma-da-previdencia-o-liberalismo-economico https://www.brasil247.com/blog/representar-e-humanizar-sobre-a-propaganda-do-banco-do-brasil Livro: “Odeio, logo, compartilho: O discurso de ódio nas redes sociais e na política” Link para aquisição: https://www.eviseu.com/pt/livros/917/odeio-logo-compartilho/

O ninho

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Hoje o ninho amanheceu vazio. O canto dos passarinhos, na madrugada, ninguém ouvia. Eram dez passarinhos cantando esperança Dez pequenos passarinhos cheios de sonho e alegria. Os pássaros quando formam suas famílias Têm, nos ninhos, o aconchego de um lar Mas hoje o ninho amanheceu vazio. Eram dez passarinhos aprendendo a voar. O que dizer de uma manhã sem as aves? O gorjeio no nascer da aurora deu lugar aos prantos. Era o fogo, o medo, a fumaça e a dor. Os passarinhos dormiam e sonhavam como anjos. Manuel de Barros dizia que os passarinhos Antes de belos precisam ser eternos. Agora são dez passarinhos a cantar na eternidade. Dez passarinhos a deixar saudade. Hoje é rubro-negro o verde e amarelo do Brasil Porque o ninho amanheceu vazio. Ádamo Antonioni

TRANSigreja

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TRANScender TRANSparecer TRANSmutar Queremos uma Igreja TRANS _TRANSigreja_ TRANSformar TRANSferir Sem ferir TRANS Igreja que TRANSita Não parasita! Queremos uma Igreja Trans! TRANSlucidar TRANSparecer Não as podridões do banco do Vaticano. E suas hipocrisias por debaixo dos panos. Mas que TRANSpareça o amor. Um amor que ame igualmente cis e trans. Amar como se não houvesse amanhã. Queremos uma Igreja TRANS! Se a Igreja se diz TRANSnacional Cuja identidade é universal. Onde estão as vozes plurais? Qual o lugar das minorias? Ou só podem falar os "maiorais"? Nenhuma igreja é dona da cruz Maior fé quem comem as migalhas_ os cães* A lança que feriu a Jesus Hoje TRANSpassa o coração das TRANS.  Adamo Antonioni 13/08/2015  *Mateus 15, 21-28
Res Talvez seja a hora de acrescentar um “re” em minha vida De recomeçar De redescobrir De repensar.... De reviver momentos em que o coração bate forte, forte, forte! Reencontrar-me nos subterrâneos da subjetividade Você sabe o que isso significa? Você já pensou a vida? Pois é, isso é o que mais me irrita. Você não REflete a vida! Talvez seja a hora, não para mim, mas para você de pensar os “res”. Reaprender Reavaliar Recriar Reencontrar com as coisas que te fazem voar, voar, voar alto! Vai! Es livre para reescrever seus “res”, (re)pensar seus ex, viver (apenas) Serei feliz em meus “res”, sem os “ex” de vez! Ao invés, serei eu, ao avesso, um inverso de vocês   Uma, duas ou três... Fluindo em minha solidez Sem ter que reduzir minhas metáforas a sua insensatez Reescrevendo minha história que se desfaz ou se desfez Em uma ou duas ou mais clichês Nos contos que sempre começam e no meu termina... Com era uma vez: Um domingo que amanh...

1º dia da primavera

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Flores primavera e as ruas colorem tons de alegria vibrantes! Pétalas artísticas do Ipê florido caem ao chão, como lágrimas... Há sempre uma lição de vida na natureza morta, pena que não a cultivamos O cheiro, a cor, a forma das folhas e flores caídas no asfalto mórbido Estressantes carros aceleram sem saber para onde vão, Cada pedacinho de flores pintadas, deixam para trás Perdeu-se a subjetividade na pressa dos objetos capitais As mercadorias estão sempre com pressa.   Flores primavera que enfeitam os cemitérios Sinta o cheiro pelos jardins: crisântemo Perceba uma inata disposição do ânimo Que suaviza a dor de um amor que parte A arte imita a vida e a vida imita a morte... Mas para quem sabe sublimar do ar da natureza morta, Porque as flores eternizadas na tela não morrem Consegue pincelar no fundo de sua retina uma obra-prima Soerguer-se em arte das ruínas da cidade insólita Não deixe seu eu, a maior obra de arte, partir A imaginação ...

Sol vermelho em um quarto cinza

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Sombras nubladas num céu entristecido. Não era o "céu do céu", era o céu dentro de mim, na escuridão de um ser que se desencontra entre dúvidas de uma solidão que desencanta. Brisa gélida soprava, de arrepiar espinha e dar calafrios. Não era "frio de frio do tempo". Era frio de um coração empedernido pela dureza da frieza que rasteja pelos cantos da casa mal-assombrada, encontrando-se com as ratazanas. Doces animais incompreendidos, somente elas ouvem os gritos sufocados de uma alma decaída. Estava ali, mas não estava. Não sei para onde foi meu eu, sem saber que no mesmo lugar fiquei, entre sussurros e gritos de socorro. Mas não se pode ouvir a voz de um fantasma que vaga na sombra da humanidade que não sabe sequer para onde vai. Fantasmas não sangram, só assombram o sono de mentes perturbadas. Oh, quem és tu que perturbas meu sono e me faz sangrar? Sou eu mesmo, que esvai na fumaça do medo que impregna nas podres paredes deste quarto abafado. O ar ...

Cantando na chuva: o clássico da sétima arte

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             Muito além do clássico momento em que Gene Kelly dança e cantarola feliz da vida sob os pingos da chuva após despedir-se da amada_ cena mundialmente conhecida_ o filme "Cantando na chuva" de 1952 é um bem-sucedido casamento entre várias linguagens: dança, música, cinema, onde nos resta apenas contemplar em êxtase cada número interpretado pelos atores.             Além disso, temos um roteiro muito bem-humorado que narra o período de transição do cinema mudo para o falado, ou seja, na década de 1920. Assim, temos um filme a falar do próprio filme, numa metalinguagem onírica, graças ao espírito divertido, empolgante, leve e alegre que permeia toda a filmagem!             Voltando à famosa cena, de Gene Kelly, o curioso é que a chuva artificial recebeu um elemento extra, muito estranho: leite. Isso mesmo, o objetivo era dar u...

Alm’ar

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Que o mar releve a dor Que o mar leve o não-amar Que o mar lave, de leve, todo desamor... Olhei àquela imensidão e me perdi Dentro de mim. O barulho das ondas ressoavam em minh’alma oca Inundava-me as marés que saiam pela minha boca A voz rouca gritava mais forte, mas ninguém me ouvia. Alma vazia... _________________ como este risco, estava louca. Um risco de morte a alma corria ao mergulhar no mar. Que o mar releve a dor Que o mar leve o não-amar Que o mar lave, de leve, todo desamor... Dizem que o mar é traiçoeiro, Me falaram tanto mal do mar Mais falso que as pessoas não creio que seja Elas machucam como um animal traiçoeiro que rasteja. Veja: eu corri insanamente, de braços abertos, pela areia Desalmado...                                            ...

A paz com nome de gente

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Eu já a conhecia, (Mas ela ainda não me conhecia) De rimas e versos soltos pela internet Seus cabelos eram brancos como a neve. Eu sabia que, quando a conhecesse, Algo em mim mudaria E esse encontro seria, eu sentia, Muito em breve... Seus cabelos eram brancos como a neve. Era uma senhora que falava poesia De cada palavra uma lição p’ra toda a vida Sim, a paz personificada que sorria A imagem da serenidade que escreve. Seus cabelos eram brancos como a neve Ela ensinou-me a sonhar Imaginem só? Eu, um jovem, já cheio de utopia! Ensinou-me a olhar mais longe, com pés no chão. Ela tinha um grande coração, Porém leve E seus cabelos eram brancos como a neve. Ensinou-me a conjugar o verbo “pazear” E que um mundo melhor Você não só pode fazê-lo como deve. Seus cabelos eram brancos como a neve. Quando a brisa suave, das manhãs, batia Era como se ali, ela estivesse Se a paz tem nome de gente, eu via, nela eu lia Seus cabelos er...